Archive for the ‘Poemas’ Category

Pare. Respire. Pense.
Teu motor, ainda, está quente.
Há um muro em tua frente.
Pare! Que o suado ponteiro do relógio,
seja congelado brutalmente.
Se assim preciso for.
Mas, sinta o silêncio do teu vazio.

Pare. Respire. Pense.
Teu ventilador, ainda, está enguiçado.
Há um vácuo dentro de ti entalado.
Respire! Que o intocável ar de outros,
seja impunemente roubado.
Se assim preciso for.
Mas, sinta o inflar dos teus pulmões.

Pare. Respire. Pense.
Tua mente, ainda, está abalada.
Há uma confusão em ti e mais nada.
Pense! Que a eterna onisciência desperta,
seja por você enganada.
Se assim preciso for.
Mas, sinta a ordem da tua calma.

Tuas palavras, porém, ainda cegas…
Traem mais que teus conselheiros.
Ferem mais que tuas pedras.
Queimam mais que tuas tochas.
Cortam mais que tuas espadas.
Matam mais que teus exércitos.

O calor do vermelho te inflama.
Cega-te por tua carência de razão.
Reveja teus conceitos.
Só assim, a vida será, verdadeiramente, tua.
E as rédeas, de teu caminho, tu retomarás.
Verás que o mundo voltará a te abraçar.

Agora, lembre-se…
Sempre dentro do peito.
A palavra é como a arma.
Uma vez ao gatilho recorrido…
Um eterno trabalho estará feito!
Então… Pare. Respire. Pense.

Nasci perdido
Cresci moinho
Me vi bandido
Fingi mocinho

Uma mulher pediu
Um mocinho tentei
O bandido destruiu
o mocinho, o rei

Um bandido assumiu
do mocinho camafeu
lugar que desoprimiu
Um coração sandeu

Nasci abadinho
Mas cresci entendido
Não sei ser mocinho
Só sei ser bandido.