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	<title>No buraco do coelho</title>
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	<description>Crônicas, diálogos, contos, poesias e histórias....</description>
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		<title>Agonia</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Aug 2010 02:10:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Quero que o mundo exploda Quero que o mundo ouça Quero que o mundo veja Quero que o mundo saiba Não quero explodir, não! Não quero me ouvir, não! Não quero me ver, não! Não quero saber, não! Explodi apertos que já sentira Ouvi gemidos que já experimentara Vi fantasmas que já se passara e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quero que o mundo exploda<br />
Quero que o mundo ouça<br />
Quero que o mundo veja<br />
Quero que o mundo saiba</p>
<p>Não quero explodir, não!<br />
Não quero me ouvir, não!<br />
Não quero me ver, não!<br />
Não quero saber, não!</p>
<p>Explodi apertos que já sentira<br />
Ouvi gemidos que já experimentara<br />
Vi fantasmas que já se passara e<br />
Soube da chuva que já provocara</p>
<p>Esmaguei-me naquilo<br />
Falando-me num confuso silêncio<br />
Mostrando-me na agonia louca<br />
Ensinando-me, sim, infeliz, não ser assim</p>
<p>Explodirei sim, sabendo?<br />
não sei, mas&#8230;<br />
ouvindo a alma n&#8217;olhar!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Noite Qualquer</title>
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		<pubDate>Sat, 10 Jul 2010 09:25:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Dormir sozinho Alvorecer acompanhado Dormir carente Alvorecer cheio Anoitecer pensativo Acordar solícito Anoitecer buscando Acordar em lembranças Durmo, mas não quero Amanheço mármore Durmo carente Amanheço cheio Anoitece quente Acordo frio Anoitece em Vênus Mas&#8230; acordo em Marte]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dormir sozinho <br />Alvorecer acompanhado <br />Dormir carente <br />Alvorecer cheio
<p /> Anoitecer pensativo <br />Acordar solícito <br />Anoitecer buscando <br />Acordar em lembranças
<p /> Durmo, mas não quero <br />Amanheço mármore <br />Durmo carente <br />Amanheço cheio
<p /> Anoitece quente <br />Acordo frio <br />Anoitece em Vênus <br />Mas&#8230; acordo em Marte</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Louco, eu?!</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Mar 2010 21:55:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou louco há anos, mas são anos relativos. São longos relativamente à loucura absoluta que me foi dada. Dada por aqueles do outro lado. Tentei dizer que não era louco dizendo que era, e mais louco eu era em tentar convencer que estava louco quando eram eles que queriam fazer de mim um louco. Loucura [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou louco há anos, mas são anos relativos. São longos relativamente à loucura absoluta que me foi dada. Dada por aqueles do outro lado. Tentei dizer que não era louco dizendo que era, e mais louco eu era em tentar convencer que estava louco quando eram eles que queriam fazer de mim um louco. Loucura programada, loucura coletiva, que na coletividade do lado de cá do muro, muro alto, se faz acordar, e o pensar intransponível nos faz prisioneiro da minha loucura auto imposta. Como é belo aqui! Que culpa eu tenho se não posso privar-me de tão belas paisagens que eles afugentam. Eles não sabem. Mas os vermes saberão&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Filhos das firmas</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Mar 2010 20:31:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[Jo&#227;o. Acho que esse era o nome dele, se n&#227;o for deveria ser. A rosto pelo menos &#233; de Jo&#227;o. Jo&#227;o-ningu&#233;m, um ningu&#233;m. N&#227;o era e n&#227;o &#233; ningu&#233;m para mim, nem para voc&#234;. Lembro-me bem de ningu&#233;m carregando pastas e papeis. Sempre as pressas. Subindo e descendo as escadas aos respiros e pingos. Pensativo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Jo&atilde;o. Acho que esse era o nome dele, se n&atilde;o for deveria ser. A rosto pelo menos &eacute; de Jo&atilde;o. Jo&atilde;o-ningu&eacute;m, um ningu&eacute;m. N&atilde;o era e n&atilde;o &eacute; ningu&eacute;m para mim, nem para voc&ecirc;. Lembro-me bem de ningu&eacute;m carregando pastas e papeis. Sempre as pressas. Subindo e descendo as escadas aos respiros e pingos.  Pensativo, calado e mudo. Afinal quem daria cr&eacute;dito a ele. Voc&ecirc; daria? Pois &eacute;, isso o faz ningu&eacute;m, nem mesmo para o dono da pequena &#8220;grande&#8221; firma de sei l&aacute; o qu&ecirc;. Mas ele era e &eacute; algu&eacute;m para algu&eacute;m. Consegue ver alguma diferen&ccedil;a entre ele e voc&ecirc;? Sim! Como voc&ecirc; acha que o cara da sala ao lado v&ecirc; voc&ecirc;? &#8230; Jo&atilde;o, deve ser esse o nome dele.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sexo</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 14:17:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diálogos]]></category>

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		<description><![CDATA[- Ahhh! nada é melhor que fazer sexo! Relaxa, acalma. A vida fica bela e o mundo maravilhoso, né?. - Nem? Nem?!]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Ahhh! nada é melhor que fazer sexo! Relaxa, acalma. A vida fica bela e o mundo maravilhoso, né?.<br />
- Nem? Nem?!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Serviços gerais</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 20:17:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diálogos]]></category>

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		<description><![CDATA[- Menina! Você viu o colar novo da Cláudinha!? - Viii! Deve ter sido caríssimo&#8230; - Pera aê! - Alô! Sim! É ela mesma. Tô indo para casa. Não!! Eu tô no metrô, minha filha! Cheião!! Vai adiantando ae que a viagem é longa! Beijo! - Fala minha amiga. - Menina, foi o amante! - [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Menina! Você viu o colar novo da Cláudinha!?<br />
- Viii! Deve ter sido caríssimo&#8230;<br />
- Pera aê!<br />
- Alô! Sim! É ela mesma. Tô indo para casa. Não!! Eu tô no metrô, minha filha! Cheião!! Vai adiantando ae que a viagem é longa! Beijo!<br />
- Fala minha amiga.<br />
- Menina, foi o amante!<br />
- Sério!<br />
- O marido dela é um mão de vaca!<br />
- E como ele não percebeu?<br />
- hii ! aquilo é corno-maaanso!<br />
(risos)<br />
- Cláudinha já deu até para o menino da Xerox!<br />
(mais risos)<br />
- Não conta para ninguém, mas eu também!!!<br />
(Ataque de risos)</p>
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		<title>O mal-educado</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Jan 2010 23:03:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>

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		<description><![CDATA[Central do Brasil. Volta para casa. Quem já passou pela experiência, sabe. Sim, eu defino para você. Pandemónio. Os painéis só confirmam a plataforma em cima da hora. As vozes só se manifestam para anunciar outros trens. Pessoas brotam do chão. É incrível como se vê pessoas de todos os tipos, raças, cores e tribos. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Central do Brasil. Volta para casa. Quem já passou pela experiência, sabe. Sim, eu defino para você. Pandemónio. Os painéis só confirmam a plataforma em cima da hora. As vozes só se manifestam para anunciar outros trens. Pessoas brotam do chão. É incrível como se vê pessoas de todos os tipos, raças, cores e tribos. Tribos? sim, tribos. Passava das 20:08. Horário do penúltimo trem direto para Santa Cruz. O trem já na plataforma. Incrível! Já haviam confirmado o trem. O povo não parava de chegar, alguns entravam correndo, tamanho o medo de esperar vinte minutos, quando parte o próximo trem.</p>
<p>Peleja, peleja. É assim que se define o empurra, empurra dentro do trem. Lotado. Bolsas, cotovelos, mochilas, desculpas e suor, muito suor e cerveja. Tamanho é o calor lá dentro que sobra ambulantes vendendo bebidas geladas.</p>
<p>Piuííí! parte a moderna sucata elétrica, que aos batuques, berros, gritos e gemidos avança com tristeza sob o chicote preguiçoso do maquinista. A cada estação entrava mais e mais gente, meu deus! onde vão ficar? mal tem lugar para mim entre os braços e braços da mão-de-obra “escrava” carioca.</p>
<p>Na confusão indomada dentro do trem, achei um lugar para mim. Fiquei na porta, ao canto, pois não me atreveria a enfrentar o guerra de pernas e cotovelos. As pessoas que entravam pela aquela porta, insistiam em me empurrar para o caos. Mas lá permaneci insistente porém não firme. Na altura de, já não me lembro onde, entrou um homem.</p>
<p>A barriga avantajada, do mulato de mãos grandes, me empurrou sem nenhuma cerimonia. Respondi a atitude com o olhar de quem não havia gostado da indelicadeza. Tentei em vão. Acostumado provavelmente a rudez de uma vida penosa, me ignorou e continuou a me empurrar mais e mais para o interior do trem. Por fim tomou meu lugar, e não satisfeito em toma-lo, queria tomar o meu apoio. Acotovelou meu braço até me machucar, por não ter outro lugar ali dentro para ir, suportei. Por fim com o andar do trem e o feliz fato de que tudo que entra, sai, o trem começou a esvaziar e pude sair dali e dar fim a infantil disputa.</p>
<p>Quando o trem parou na minha estação, queria lhe dizer que eu estava triste em saber que ele fazia parte de um povo que defendo e admiro. Não tive tempo, pois a máquina louca não espera ninguém. Saltei junto aos camelôs para plataforma de minha estação dando fim a mais um dia comum da triste rotina de milhões de suburbanos.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Entrevista</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 14:53:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diálogos]]></category>

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		<description><![CDATA[- Onde você vai? - Para uma entrevista. - Vestido assim?! - Claro que não, vou colocar uma camisa mais “soci”. E aí como ficou? - Eles não analisam o quesito moda não, né? - Acho que não. - Então você vai arrasar&#8230;]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Onde você vai?<br />
- Para uma entrevista.<br />
- Vestido assim?!<br />
- Claro que não, vou colocar uma camisa mais “soci”. E aí como ficou?<br />
- Eles não analisam o quesito moda não, né?<br />
- Acho que não.<br />
- Então você vai arrasar&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O doce</title>
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		<pubDate>Sat, 19 Dec 2009 11:51:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>

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		<description><![CDATA[O percebi assim que cheguei. Vi por entre os cantos dos olhos um escudo que insistia em entregar-lhe a quem quisesse provar. Mas pisem em suas intenções, pois, ao que lhe cabia, era calmo e leve, sem intenção de se mostrar. Era perceptível as ousadas marcas das sombras tímidas. Desci esquiando cada traço da topografia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O percebi assim que cheguei. Vi por entre os cantos dos olhos um escudo que insistia em entregar-lhe a quem quisesse provar. Mas pisem em suas intenções, pois, ao que lhe cabia, era calmo e leve, sem intenção de se mostrar. </p>
<p>Era perceptível as ousadas marcas das sombras tímidas. Desci esquiando cada traço da topografia umidamente adocicada, de escorrer salivas, de forma lenta e turbulenta. De curvas visivelmente perfeitas à dimensões apropriadas ao consumo. Queria provar aquela calda que já me era palpável. Meus olhos me traíram, saltaram do meu corpo e levianamente caíram naquele abismo de prazer implacável. </p>
<p>A tortura era inegável, a postura eu tenho medo até de pensar, mas era certa a aprovação de todos os presentes, embora fosse desapercebido aos olhos viajantes.</p>
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		<title>Cigarro</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Dec 2009 17:19:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marcio Pinheiro</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diálogos]]></category>

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		<description><![CDATA[- Ei! que horas são, por favor? - Dez e meia. - Quer um cigarro? - Não, obrigado. Não fumo. - Esse é do bom! - Ah tá! se é do bom eu aceito! - Você acabou de dizer que não fuma! - Você me convenceu! - Dizendo que é do bom? - E isso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Ei! que horas são, por favor?<br />
- Dez e meia.<br />
- Quer um cigarro?<br />
- Não, obrigado. Não fumo.<br />
- Esse é do bom!<br />
- Ah tá! se é do bom eu aceito!<br />
- Você acabou de dizer que não fuma!<br />
- Você me convenceu!<br />
- Dizendo que é do bom?<br />
- E isso já não é o suficiente?!</p>
]]></content:encoded>
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