Quero que o mundo exploda.
Quero que o mundo ouça.
Quero que o mundo veja.
Quero que o mundo saiba.
Não quero explodir, não!
Não quero ouvir, não!
Não quero ver, não!
Não quero saber, não!
Explodi apertos que já sentira.
Ouvi gemidos que já experimentara.
Vi fantasmas que já se passara.
Soube da chuva que já provocara.
Esmaguei-me naquilo,
falando-me num confuso silêncio,
mostrando-me na agonia louca,
ensinando-me, sim, infeliz, não ser assim
Explodirei sim, sabendo?
Não sei, mas…
Ouvindo a alma n’olhar!